Já sei que esta altura do ano é (infelizmente) dada a incêndios.
E que esses incêndios, muitas vezes, acontecem perto de habitações...
Mas não se pensa que alguma vez irá acontecer a nós próprios...
Nunca me passou pela cabeça, que alguma vez iria apanhar o susto que apanhei ontem, por volta das 22h30. O início de um incêndio, a 200/300 metros do sítio onde vivemos, revela-se uma experiência stressante, que não se deseja a ninguém. O susto, a incredulidade, o instinto a funcionar, o agarrar de baldes para ir apagar o fogo que já se está a alastrar pelo eucaliptal acima e pelo pinhal abaixo, correr com água para pôr em cima das chamas, a consciência que não se corre nada e que não se tem força suficiente para levar simples baldes cheios de água, a impotência...
Valeu a acção rápida dos que vivem naquela zona e a resposta veloz dos
bombeiros voluntários do concelho que, em pouco tempo, chegaram e acabaram o trabalho que a vizinhança tinha
(tentado com todas as forças) começar. O incêndio foi combatido quase de início, que levou a que fosse extinto rapidamente.
Ficam as questões: como começou um incêndio naquela zona, àquela hora, perto de um caminho de terra batida, que vai para lado nenhum... e o que teria acontecido se uma vizinha não tivesse olhado pela janela e visto as chamas na mata... e se fosse uma ou duas horas mais tarde, quando já está tudo a dormir?