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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

A Obsessão das Abóboras

Este ano a minha madrinha teve umas quantas abóboras na horta dela, sendo a maioria delas das variedades mais pequenas. Teve principalmente abóboras manteiga, ou manteiguinhas, como ela lhe chama. E com tanta fartura, acabei por (re)descobrir a abóbora como alimento.

Até já tinha confessado por aqui, que andava um pouco "obcecada" por experimentar coisas diferentes com tão interessante vegetal, pois desde sempre me lembro de, por aqui, as abóboras só servirem para três coisas: sopa, doce ou belhoses de Natal.


As abóboras são nutricionalmente muito ricas:
- Contêm bastantes sais minerais essenciais, tais zinco, ferro, potássio, cálcio e magnésio;
- São ricas em fibras;
- Como se pode adivinhar pela sua cor laranja, têm um bom nível de betacaroteno, ou seja, antioxidantes naturais;
- Têm muitas vitaminas - A, Complexo B, C e E;
- E são pouco calóricas.
Tudo boas razões para se consumir este vegetal tão bonito.

Na sopa já a tinha usado: juntamente com um molho de salsa, alho, cebola e a última beterraba da horta, fiz um creme bem saboroso.



Mas depois de ver esta receita, cheguei à conclusão que haviam maneiras muito mais saborosas de consumir a abóbora.
A experiência seguinte foi abóbora grelhada: cortei fatias das abóbora com aproximadamente 5 milímetros, temperei com oregãos, coentros em pó e um pouco de azeite e levei a alourar numa frigideira anti-aderente. No final juntei umas gotas de molho de soja. Bastou uns minutos de cada lado até amolecer e ficou pronta. E eu fiquei fã :)


E um restinho que sobrou da primeira abóbora, cortei em cubinhos e salteei com cogumelos e cebola, para acompanhamento de uma massa. 
As sementes, separei, lavei, sequei e guardei: uma parte irei semeá-las no próximo ano e as restantes serão tostadas, para petiscar como aperitivo.

Entretanto já fui ao "supermercado" da madrinha buscar outra "manteiguinha" e estas são as receitas que estão na calha para as próximas experiências:


É nestas alturas, em que penso e tomo consciência, o quão afortunada eu sou. Por viver num local onde tenho hipótese de aceder a estas maravilhas, sem ter que enfrentar filas de supermercado. Por poder saborear produtos naturais, cheios de nutrientes e cheios de sabor. Por não ter que pagar por eles. Por ter locais onde posso cultivar o que quero, da maneira mais natural possível. Por ter tido essa capacidade de fazer as minhas escolhas para uma vida mais saudável, consciente e sustentável. 
E sou grata por tudo isso 💚

Bom fim de semana!

(aceitam-se sugestões de receitas de abóbora)

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Doce de Castanha

umas duas ou três semanas atrás, fomos passear para os lados do Caramulo, em busca de locais para fotografias de Outono. Na zona de Pedronhe existe uma queda de água meia escondida, bem interessante, que se chama Bica da Água D'Alta. Para se chegar a esta queda de água, temos que percorrer um caminho ladeado de castanheiros e outras árvores autóctones. Já há dois anos lá tínhamos ido, também no Outono, e nessa altura apanhámos uma sacada de castanhas, castanhas essas que se espalhavam pelo caminho fora.

Este ano não foi diferente: enquanto ele tirava fotografias, eu apanhava castanhas :) Apanhei cerca de 2,5 quilos de castanhas, bem grandes. Estava já com a ideia de experimentar fazer Doce de Castanha, por ter visto num programa de televisão fazerem "Creme de Marron" (que é um sabor típico francês, de recheio de crepes) que me pareceu delicioso.


Castanhas apanhadas nesse dia
Como não tenho muita prática em fazer doces e não conheço os pontos de açúcar, pesquisei umas quantas receitas e acabei por fazer o Doce de Castanha deste modo:
Cozi as castanhas (previamente golpeadas) em água com um pouco de sal.

Quando cozidas, descasquei-as ainda quentes, para ser mais fácil tirar a pele.

Desfiz com um garfo a parte das castanhas cozidas que iria ser usada no doce.

Coloquei o açúcar com a água num tacho largo e levei a lume forte até ferver.
Depois de ferver um bocado, juntei as castanhas e deixei ferver mais uns minutos até sentir a engrossar mais.
Passei a mistura com a varinha mágica e deixei ferver mais um minuto. Depois desliguei e deixei arrefecer um pouco.
Coloquei em frascos de vidro esterilizados e deixei um pouquinho no fundo do tacho para o pessoal (e eu) provarmos :)))


As quantidades que usei foram as seguintes:

Para 500g de castanhas cozidas e descascadas, 300g de açúcar amarelo menos uma colher de sopa, 1 colher de sopa de açúcar baunilhado e 300ml de água.

Dá cerca de 3 frascos médios.

O resto das castanhas cozidas que não utilizei, congelei. Irei utilizar mais tarde em puré de castanha, que já ando há anos para experimentar fazer.

Castanhas cozidas, peladas e desfeitas, prontas a congelar

Quanto às fotografias de Outono, deixo-vos uma pequena amostra. E não digam que o nosso Portugal não tem paisagens bonitas para admirar :)


https://www.facebook.com/hugo.ferreira.myimagingtours.photography?ref=ts&fref=ts


Uma boa semana de Outono!

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

A minha Alimentação

"Nós somos aquilo que comemos."

Depois de ter passado o Verão a ler em vários blogs, mil e uma receitas de sumos e batidos detox (moda Primavera/Verão 2015 na blogosfera...), pensei várias vezes em falar da minha alimentação.
Não sei se é uma alimentação muito diferente da vossa (penso que não) ou se será muito especial, mas tento que seja o mais saudável, equilibrada, variada e ecológica possível.

Eu tenho a sorte de poder comer, diariamente, uns quantos alimentos produzidos por mim ou familiares/vizinhos, que sei que são o mais naturais e livres de químicos possível.

O facto de os cultivar eu própria, ou de serem cultivados na minha zona, também os torna mais ecológicos:
- Porque não tiveram que percorrer centenas ou milhares de quilómetros, gastando combustível e poluindo por aí. 
- Não tiveram que  que ser colhidos ainda verdes e transportados em câmaras frigoríficas para se conservarem "frescos" esses quilómetros todos. 
- Não foram produzidos em massa, desgastando solos e consequentemente tendo que ser utilizados adubos químicos para continuar a assegurar a produção. 

É lógico que não consigo produzir todos os alimentos que consumo, mas a auto-suficiência alimentar, pelo menos a nível dos vegetais, é um dos meus sonhos.

Na verdade, já não me posso queixar muito. Entre cebolas e alhos, batatas, couves todo ano e de diferentes variedades, ervas aromáticas diversas e outros legumes sazonais (pimentos, tomates, chuchus, courgetes, favas, ervilhas...), consigo utilizar, pelo menos um ingrediente da horta, em cada refeição. E quando faço sopa, muitas das vezes só utilizo ingredientes da horta :)

Ainda hoje ao almoço, nas Migas de Feijão Frade, cerca de 50% dos ingredientes vieram da minha horta ou de "hortas amigas". Ora confiram os ingredientes a verde:

Migas de Feijão Frade:

- Feijão Frade cozido;
- Couve Galega cortada em juliana e cozida;
- Broa de milho esmigalhada;
- Azeite q.b.
- Alho picado a gosto (aqui em casa gostamos muito);
- Sal, se necessário.

Aquecer o alho no azeite sem deixar queimar. Juntar a couve, o feijão e a broa aos poucos e alternadamente, envolvendo sempre. Se estiver a ficar muito seco, juntar um pouco mais de azeite. Provar e temperar de sal, se necessário.

E olhem o que nos trouxeram ontem: couves bem naturais (com um caracol a comprovar - vejam logo acima das letras).


 E ainda pimentos e ovos de galinhas caseiras.


Bom fim de semana!!!