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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Verão e Tomates

O Verão por aqui já vai longo (uma vez que começou em tempo de Primavera...) e por isso, este ano a horta acabou mais cedo. Já deixámos de regar quase tudo, excepto os tomateiros, que, com as cebolas, é o que resta da horta desta estação. Desistimos de pimentos, courgetes, abóboras, feijão-verde, melões... O calor é imenso e a chuva é ZERO há largos meses. E até as melancias que estavam tão bonitas acabaram por não resistir a esta seca imensa.

Não há rega que compense a água da chuva e como não usamos adubos químicos as plantas naturalmente ressentem-se e não produzem. Este ano nem courgetes, nem pepinos e as abóboras, os melões e as melancias nem vê-las, apesar do início tão prometedor.

Mas enfim, é assim mesmo, acaba por fazer parte do processo dos biohorticultores amadores.

O que continua a dar com força, são os tomates! Este ano, apesar do calor abrasador, os tomateiros têm produzido imenso. Nunca tivemos uma produção como esta. O que parece que ajudou foi termos coberto o local onde se encontram, com rede de ocultação. Aquela sombra ajudou a proteger as plantas do sol directo, mas sem tapar completamente.

Com uma produção destas acabo por usar tomates na cozinha todos os dias, seja em saladas, arroz, refogados, salteados e até já fiz por duas vezes molho de tomate caseiro, para congelar e ter sempre à mão, assim que passe esta altura tão generosa.


Esta foi a receita que usei:

- Para cada 2/2,5 kg de tomates aos cubos;
- 2 cenouras (para reduzir a acidez do tomate e adocicar);
- 2 a 3 cebolas médias;
- Meio pimento vermelho;
-  3 dentes de alho grandes;
- sal, mistura de pimentas e azeite q.b.
- manjerona q.b.

Coloquei tudo na liquidificadora e reduzi tudo a creme. 


Transferi tudo para um tacho largo e cozinhou durante aproximadamente meia hora em lume médio, até apurar e reduzir.


Deixei arrefecer e depois transferi para pequenas taças (neste caso foram embalagens de queijo fresco que vou guardando), que levei ao congelador de um dia para o outro.


Desenformei e guardei num saco num congelador.


Agora é só usar quando quiser: saboroso, sem trabalho e sem químicos. Tudo natural e (quase) tudo da minha horta.

Em relação aos trabalhos da horta, estamos em pausa, apenas vamos apanhando e regando os tomateiros. Recomeçaremos novamente em Setembro, com a esperança que este Outono seja mais normal.

Bom Agosto e até breve!

domingo, 30 de abril de 2017

A Horta de Abril (2017)

No último dia de Abril, finalmente choveu alguma coisa, pelo menos o suficiente para não se ter que ir regar a horta hoje. Como a Primavera deste ano começou mascarada de Verão, este mês de Abril longe está do ditado popular "Em Abril, Águas Mil".

Mas apesar da fraquíssima precipitação deste ano, a nossa horta floresce. Graças à simpatia de um dos vizinhos, que gentilmente nos deixa usar a água do poço dele, conseguimos ir regando a horta e assim evitar que as nossas culturas sofram ainda mais com este tempo maluco (que me dizem das alterações climáticas, senhores incrédulos? ainda a negar?).

Apesar da fraca (ou praticamente inexistente) chuva e do calor (completamente) fora de tempo, as nossas culturas e as ervas crescem e florescem. Assim, já vamos colhendo algumas coisas, enquanto se plantam e semeiam outras.
(couve)
E o que é que já se apanha na nossa horta? Neste momento, apanham-se cebolas, couves diversas,  a primeira leva de ervilhas, alfaces, alho francês (ou poró), salsa (salsinha) e coentros. 

(As cebolas vão-se apanhando)
(vagens de ervilhas quase prontas para apanhar e descascar)
As primeiras favas que semeámos, apanharam em cheio a geada negra do Inverno passado e as que escaparam acabaram por não dar muitas vagens. Mas já deram para cozinhar 3 pratos com favas, por isso não me queixo. Agora é só esperar que as vagens das faveiras da segunda sementeira cresçam. 

(As primeiras vagens de favas)
Os brócolos já deram todos a "cabeça" principal, mas continuam a produzir pequenos rebentos, que ainda se vão apanhando.

(rebentos de brócolos)
Os rabanetes e os grelos já se apanharam e comeram. Agora estamos à espera que as flores amadureçam e dêem sementes, para podermos guardar para a próxima sementeira.

Mas como para colher, é preciso primeiro semear e plantar, as culturas da época já estão encaminhadas.

O cebolo da época já está na terra e desta vez foram plantados cerca de 160 pés.

(cebolo semeado na semana passada)

Este ano não precisámos de comprar tomateiros porque outro dos nossos vizinhos ofereceu-nos mudas de vários tipos, incluindo chucha, coração de boi e cereja.

(tomateiros nas suas covas)
(Os pimentos também já estão plantados)
O feijão-verde já nasce e desta vez colocámos uma parcela em consorciação com couves e alfaces.

(feijão-verde) 
Inspirada pela horta biológica da Eugénia (Horticasa), experimentei semear feijão preto e alguns dos feijões já germinaram. O feto seco foi colocado à volta dos rebentos para evitar que as ervas daninhas se desenvolvam tanto. Age como uma cobertura de protecção e mais tarde, alimentará a terra, quando decomposto.

(dois pés de feijão preto e uma pequena cucurbitácea desconhecida nascediça)

As abóboras-manteiga são outra das novidades da nossa horta. Depois da obsessão das abóboras do Outono passado, tinha que experimentar semear as sementes que aproveitei. E aqui estão elas, já nascidas:

(cova com 3 abóboras-manteiga)
(nesta cova só nasceu uma abóbora)
Este ano as sementeiras de Primavera que fizemos em copos não deram nada, por isso decidimos experimentar semear novamente, mas desta vez directamente na terra. E ainda bem que o fizemos, pois já temos pequenos rebentos de melões, courgetes (abobrinhas) e pepinos nascidos.

(melões)
Mas isto de ter uma horta não é só plantar/semear e colher. Há todo um sem número de tarefas que convém ir fazendo, principalmente nesta altura em que tudo floresce.

Uma dessas tarefas é tratar da saúde das ervas daninhas. E como não se usam herbicidas, que aqui é uma horta completamente biológica, temos que as catar à mão ou ao sacho.




















Depois de se ter tirado todas as ervas e o máximo de raízes possível, colocamos material seco, como fetos, fagulha ou palha, formando uma cobertura natural da terra. Assim, retarda-se o crescimento de ervas e, com o passar do tempo, esta "cobertura" acaba por se decompor e alimenta o solo.

E como este post já está a ficar longo, deixo-vos apenas mais algumas imagens dos restantes vegetais que se vão desenvolvendo pela nossa biohorta:
(alface manteiga quase pronta para apanhar)

(alface manteiga em alfobre)

(alho-francês ou poró)

(borragem em flor, levístico no vaso e alhos holandeses ao fundo)

(Alhos)

(couve-flor)

(couve penca de Mirandela)

(alhos holandeses e couves)

(segunda sementeira de favas e ervilhas)
A horta está cada vez maior e a dar cada vez mais trabalho, logicamente. Mas também está a dar cada vez mais frutos. E apesar da quantidade de fotos que partilhei hoje, ainda não mostrei tudo o que se passa naquele terreno. Mas isso fica para uma próxima vez :)

Se quiserem acompanhar as colheitas do dia e outras curiosidades da horta, passem pelo Instagram do blogue, que eu vou partilhando as novidades por lá.

https://www.instagram.com/ecologica_quem_eu/


Bom fim de semana!


domingo, 22 de janeiro de 2017

Toda a Acção Tem uma Reacção

Toda a acção tem uma reacção;
Cá se fazem, cá se pagam;
Quem semeia ventos, colhe tempestades;
Gentileza gera gentileza;
Tudo o que vai, volta*;

Estas são algumas expressões que, mesmo não parecendo, transmitem todas a mesma ideia. A ideia de que tudo o que acontece tem uma consequência, boa ou má, consoante a acção que se tomou. Se repararem bem, existem várias frases populares, aparentemente diferentes, que nos "avisam" que, tudo o que fazemos, mesmo o que fazemos sem pensar, pode ter uma reacção, positiva ou negativa.

A maioria das vezes essa consequência não é imediata e talvez seja por isso que nós, humanos, vamos ignorando repetidamente o princípio que nos é insinuado pela 3ª Lei de Newton: Toda a Acção Tem uma Reacção. Esta lei científica é aplicada a corpos e a forças, mas na verdade podemos transpôr o que Newton diz, para uma ideia mais global. Essa ideia é que tudo o que fazemos, as atitudes que tomamos e as nossas decisões, tudo isso influencia o que se passa, ou irá passar à nossa volta.

(Pêndulo de Newton - imagem daqui)
Eu não pretendo, não quero e sempre tentarei não ser fatalista. Mas cada vez mais e mais as consequências dos nossos actos, como espécie, estão à frente dos nossos olhos.

E não são agradáveis.
 
Cada vez que consumimos em excesso, que compramos o que não precisamos, que fazemos lixo, que andamos de carro sem necessidade, que comemos comida processada, ou comida cheia de gordura e açúcares, que não dormimos o suficiente, que não praticamos exercício físico (nem que seja uma caminhada à volta do quarteirão...), que não reutilizamos objectos, etc, estamos a provocar uma reacção negativa, seja para o planeta, clima ou a nossa saúde.

E é tão fácil cair nesse erro.

Por exemplo, vamos a um centro comercial (shopping) dar uma volta e compramos uma peça de roupa feita do outro lado do mundo, seja China, Bangladesh, Taiwan. 
Usamos 2 ou 3 vezes essa peça. Pomos de lado ou logo no lixo porque deixou de estar "na moda", porque se estragou ou porque afinal não gostamos assim tanto dela. Parece mínimo.
Agora multipliquem este exemplo por centenas, milhares, milhões de vezes. Já não é tão mínimo assim.

E entretanto já foram gastas matérias-primas, usada energia/combustíveis para confeccionar as peças, para trazê-las do outro lado do globo para cá, foram embaladas e tudo isto para satisfazer um desejo de... quê? Que durou quanto tempo? 

Por vezes tentamos remediar as coisas e quando já temos o armário tão cheio, damos uma de viciadas em organização ou de minimalistas e destralhamos tudo até mais não. Pomos tudo em cima da cama e fazemos montes. E desses montes escolhemos ficar com um, que são as coisas que realmente gostamos, nos favorecem ou necessitamos. O resto para onde vai? Manda a lei do "destralhamento" e do "desperdício zero" que se deve doar ou reciclar, mas quantas vezes é que isto acontece, na verdade?
Depois de todo este trabalho, sentimo-nos melhor, mais leves, mais livres. 

Mas a primeira acção já está tomada. Já se consumiu em excesso, desnecessariamente. Já consequências. Pode já não estar na nossa casa mas está algures por aí, onde não devia.

Longe da vista, longe do coração?

É lógico que haverá sempre aquela parte do cérebro que justifica compras injustificáveis, com o "eu mereço ser uma princesa", "se eu comprar e usar isto os outros vão achar-me superior", "aquilo dá.me status" ou "se os outros têm porque é que eu não posso ter?" e outras palermices do género. É para isso que o Marketing e a Publicidade trabalham, é a sua função: de colocar à nossa frente produtos que não necessitamos, e que muitas vezes nos fazem mal, e convencer-nos a comprá-los. Ok, tudo bem, estão a fazer o seu trabalho. 

Mas existe uma coisa chamada de livre arbítrio, que todos nós temos, que é a hipótese de escolhermos comprar ou não, comer ou não, ir na cantiga ou não. Não é nenhum superpoder de alguns escolhidos. Todos temos o poder de escolha. 
Porque depois temos que levar com as consequências, sejam boas ou más. 
E nisso já não temos hipótese de escolha, porque a consequência, a reacção, a paga, ela vem.

Cada vez mais tem que haver uma racionalização das nossas necessidades e um consumo proporcional às mesmas. E depois deste consumo, tem que haver uma eliminação correcta dos resíduos e, se necessário, uma compensação da Natureza pelo que foi usado, destruído ou corrompido.
É fácil constatar que a Natureza tende sempre para o equilíbrio. Quando um dos lados da balança está mais para cima ou para baixo, ela vem e equilibra. E normalmente é à bruta.

Por tudo isto, não nos podemos (devemos) esquecer que, cada um de nós, apesar de ser um Individual, tem a sua importância e a sua força no Global. E cada um de nós é importante. Todas as nossas acções contam, para o bem ou para o mal, mesmo as que achamos que são insignificantes.

Boa semana!

* What goes around, comes around - usado comummente na lei do Karma.


sábado, 7 de janeiro de 2017

Bem-Vindo 2017 e os Livros do Ano

Terminou mais um ano e outro já começou.
Muitas coisas importantes aconteceram e outras nem por isso.
Mudámos a horta de local e já há planos para torná-la cada vez mais sustentável, biológica e em perfeita comunhão com as leis da Natureza. E isto, neste momento, desempenha um papel muito importante no meu caminho.
Foi também o ano em que as alterações climáticas se fizeram sentir verdadeiramente. Eu senti-as! Estações trocadas, Verão imensamente quente, Primavera e Outono praticamente inexistentes e a sensação que as pessoas ainda não se aperceberam do real perigo que tudo isto traz, para a vida dos humanos como a conhecemos.
Consegui consolidar o meu armário e agora já tenho a base para durante muito tempo não me preocupar com ele.
Cada vez mais sei como quero (ou devo) viver a minha vida e foi no ano de 2016, com todas as experiências que tive, as boas e as menos boas, que me levaram a esse caminho.
E muito mais.

Uma das decisões que tomei no ano anterior (e que é para continuar) é de ler os livros que já tenho, alguns até há bastante tempo, e que por alguma razão ainda não li. Da lista de 2016, apenas o último é novo, (embora não seja meu). Todos os outros já habitam as bibliotecas pessoais da família (minha e dele, dos meus pais e dos meus sogros) há algum tempo.
A razão principal desta decisão foi porque cheguei à conclusão que já tinha à minha disposição muitos, tantos, bastantes livros, de vários géneros e autores diferentes. Porquê gastar mais dinheiro e acumular mais, se ainda tenho tanta página que folhear, tanto livro para ler, tanta folha para marcar?

Uma vida mais simples também passa por isto, por tomar este tipo de decisões. 
Sim, eu posso comprar um livro onde o autor ou a autora me conta como simplificou a sua vida e tirar ideias para aplicar ao meu dia-a-dia. Claro que sim.
Mas também posso ir buscar um livro à estante dos meus sogros, que está a apanhar pó há anos (acho que até fui a primeira pessoa a lê-lo...), vencedor de um Pulitzer e que me surpreendeu de uma forma tão maravilhosa, que me inspirou ainda mais a ser uma pessoa melhor.
O livro é "Não Matem a Cotovia" e se não tivesse tomado a decisão de ler os livros mais antigos, este possivelmente seria um daqueles que não compraria. E era eu que perderia, oh se perderia.

Alguns dos livros que li em 2016
Esta é a lista de livros que li em 2016:

Agatha Christie: "Poirot Investiga"
                           "As 4 Potências do Mal"
Harper Lee - "Não Matem a Cotovia"
Júlio Dinis - "Uma Família Inglesa"
Sarah Beirão - "Surpresa Bendita"
Érico Veríssimo - "Ana Terra"
Irving Wallace - "A Vigésima Sétima Mulher"
Liev Tolstói - "A Manhã de um Senhor (contos)"
John Le Carré - "O Fiel Jardineiro"
Alves Redol - "Avieiros"
Eça de Queirós - "A Cidade e as Serras"
Núria Masot - "A Sombra do Templário"
Mark Williams e Danny Penman - "Mindfulness"

Há livros que é preciso estar na altura certa da vida para os ler. Seja pela linguagem, pela história ou ensinamentos, há livros que é preciso ter tido certas experiências ou lido outros, para serem compreendidos e até gostados. Foi o que me aconteceu no livro do Eça, "A Cidade e as Serras". Já tinha iniciado a sua leitura na adolescência, mas avancei pouco e logo o pus de parte. Agora, consegui compreendê-lo melhor e não me aborreci tanto com as intermináveis descrições do autor.

E vice-versa: tenho livros que já li há algum tempo, que na altura adorei, e que agora, por alguma razão, ao relê-los não me causam o mesmo sentimento. Este ano aconteceu-me isso com "Avieiros" do mestre do neo-realismo português, Alves Redol. Quando o li a primeira vez, fascinou-me a sua crueza e admirei-me com dureza das vidas retratadas. Era uma jovem adulta e a vida corria-me sem sobressaltos. Mas agora desesperou-me e sofri muito com as suas personagens, apesar de ser um excelente livro.


Este também foi o ano em que fiz o curso de 8 semanas de Atenção Plena, guiada pelo livro de Mark Williams e Danny Penman - "Mindfulness". 
Já há bastante tempo que andava à procura de informações sobre Mindfulness/Atenção Plena, principalmente como poderia aplicar à minha vida e assim viver a vida de uma forma plena, mais verdadeira e com menos (muito menos) stress e ansiedade.
Encontrei a resposta à minha procura neste livro, que aconselho a todos. E não sou só eu que aconselho, pois é aconselhado pelo Sistema Nacional de Saúde Britânico como tratamento eficaz da ansiedade e depressão, sem medicação.
Mas sobre isto falarei noutra altura :)

Agora, uma nova lista já se está a formar, tendo à cabeça um livro de Paul Auster.

Que 2017 traga muitos sucessos, muita saúde, muita compaixão pela Natureza e pelos Homens, muito conhecimento, amizades e felicidade.

Bom Ano!

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Onde andas Outono?

Este início de Outono anda esquisito. As temperaturas durante o dia andam demasiado elevadas para a época. Hoje, por exemplo, a máxima está a passar ligeiramente os 30 graus. Não é definitivamente o Outono que eu estava à espera.

Nesta altura já deveria ter caído uma chuvinha, pois mesmo apesar do arrefecimento nocturno, a terra continua seca. Enquanto noutros anos já tinha couves plantadas, este ano ainda não nos decidimos a isso. A continuar assim, só lá para a segunda quinzena.
Os tomateiros ainda estão a dar e só no final de Setembro é que os pimentos começaram a dar um ar da sua graça. 



Este ano também não terei azeitona, nem para curtir nem para mais nada, já que as oliveiras só têm folhas este ano. Nem uma azeitona para amostra, apesar de na Primavera terem estado carregadas de flor.

Resta esperar que venham as castanhas, os míscaros, os medronhos e tudo o resto que caracteriza esta bela estação.



A imagem acima é de uns tortulhos do ano passado, que deram 2 belas refeições. Esperemos que este ano ainda venha chuva a tempo de aparecerem estes deliciosos "fungos".

Boa quarta-feira e bom feriado!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Degelo na Gronelândia ou como a busca pelas audiências podem deturpar a realidade


Andei a ouvir repetidamente na rádio, durante toda a manhã, que derreteu 97% da camada de gelo da Gronelândia, em 4/5 dias, ao invés dos 40% habituais, e que os cientistas da NASA não conseguem explicar, para já, as razões.

(imagem retirada daqui)
Pesquisei (ver aqui, aqui e aqui), mas não consegui perceber exactamente quais as implicações a nível mundial deste súbito aumento de degelo. 
Será terrível para o planeta, ou já houve momentos na história em que isto aconteceu?
Vão surgir acontecimentos súbitos e catastróficos (como maremotos gigantes a atingir as costas da Europa?...) ou as mudanças serão graduais?

Afinal, leio mais tarde que, a Gronelândia não ficou com a "terra" toda à mostra. Derreteu realmente a camada superficial do gelo, mas ainda há gelo por baixo. 
Menos mal (pensei eu). Afinal, talvez o aumento do degelo não seja assim tão grave, para já
Grave é só a falta de informação transmitida por alguns órgãos de informação, publicando notícias aflitivas, quando afinal... não é bem assim.

Desenvolvimentos, conclusões e resultados para acompanhar nos próximos dias, num jornal perto de si. 

Ou então, não...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Já chegámos ao Outono?!

Eu pergunto aos senhores que não acreditam no Aquecimento Global/Alterações Climáticas, qual a explicação para estarem 28º centígrados, às 10h da manhã de hoje, em Viseu!

Não é normal que esteja este calor tórrido, no Outono... e o Verão de São Martinho é só em Novembro...

Sinto-me como este gelo... completamente a derreter!

(Imagem retirada da Internet)

Estas temperaturas malucas e tempo completamente descontrolado (quem é que não se lembra do frio e chuva em Agosto??), deviam funcionar como uma chamada de atenção, para o que se está a passar à nossa volta. Há que tomar consciência que o Meio Ambiente está a mudar (e não para melhor.....) e a muita da culpa é dos seres humanos e a sua Inconsciência Ambiental. 

Se cada um fizer a sua parte, o Planeta Terra, e os nossos descendentes, agradecerão certamente.