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sábado, 11 de março de 2017

A Delícia das Couves Portuguesas Biológicas

A Primavera está à porta e, apesar da fraca precipitação ao longo do Outono/Inverno, a nossa horta floresce.

Já fez um ano que mudámos a localização da horta e bendita a hora que o decidimos fazer. Agora temos mais trabalho, mas os resultados também têm sido melhores e isso inspira-nos a fazer mais e mais. Ainda não estamos na fase da autossustentabilidade, mas a produção já satisfaz e para lá caminhamos, passo a passo.

Há dois ou três dias apanhei a primeira couve portuguesa, daquelas que plantámos em Novembro passado. Demoraram um pouco mais a crescer do que estava inicialmente à espera, mas a verdade é que a falta de chuva atrasou o desenvolvimento de tudo, no geral. Mas a espera valeu a pena, oh se valeu!

Logo nesse dia à noite fiz sopa com essa couve e a diferença no sabor foi incrível! Não houve grande diferença nos ingredientes que usei para a base desta sopa, em relação às sopas anteriores. A única diferença é que em vez de couve de outras hortas ou de supermercado, usei a nossa primeira couve, cultivada em ambiente totalmente biológico. Mas o sabor ficou bem diferente. Aliás, ficou com sabor, que é uma coisa que falta a todos os legumes "de aviário".


E já sabemos, que para além do paladar ser diferente, os legumes cultivados em modo biológico têm também uma coisa que, apesar de não ter sabor, tem muita importância: têm mais nutrientes, logo mais saúde. 

Nos dias de hoje, que tanto se fala de nutrientes, vitaminas, minerais, antioxidantes, proteínas, hidratos, gorduras, açúcares, etc, esquecemo-nos que há diferenças, em termos de riqueza nutricional, entre alimentos biológicos e alimentos de produção massiva. Bem sei que nem todas as pessoas têm local, tempo ou vontade de ter horta, mas a verdade é que até é fácil cultivar coisas, nem que seja na varanda.

(vista geral do canteiro com as primeiras couves que plantámos)

E já existem muitas soluções para quem não pode, não quer ou não tem terreno ou tempo para cultivar. Cada vez mais agricultores apostam no modo de produção sustentável e biológico e nós, conscienciosos consumidores, é que ganhamos.

Nós por cá, vamos continuando a cultivar os nossos legumes e frutas, totalmente sem químicos, respeitando as regras da Natureza, aproveitando os seus saborosos resultados e comendo pratos muito mais ricos, tanto no sabor, como na nutrição.
E vocês?

Bom fim de semana!

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

A Horta de Agosto (2016)

O Verão tardou, mas agora que chegou, veio com o calor em força. Veio até com força demais, pois parece que o passado mês de Julho foi o segundo mais quente que há registo, desde 1931!

E com isto a horta ressente-se: temos que regar mais vezes e há culturas que não desenvolvem o esperado. Os pepinos, apesar de terem começado bem, agora praticamente desapareceram e os pimentos continuam muito enfezados.

Mas nem tudo é mau, muito pelo contrário! A época oficial do tomate já começou para estes lados e dia sim, dia não, tenho colhido dos ditos. Apanho-os ainda não totalmente maduros e como são dos "verdadeiros", não noto acidez no sabor. 


Eu só gosto mesmo do sabor do tomate nesta época, que é a altura dele. E têm que ser tomates "da horta", para terem aquele sabor característico, às vezes até levemente adocicado (como o do tomate coração maduro). Decididamente tomates do supermercado não são para mim :)


O feijão verde, esse continua a dar. Já vem com menos força e as vagens são mais curtinhas, mas todos os dias apanho um punhado delas. E não é que alguns feijoeiros ainda estão a dar flor? A continuar assim vamos ter feijão verde até Setembro, haja água para a rega.


O feijão seco está quase no ponto para ser todos apanhado. Até já fui apanhando algum que foi secando mais cedo. Agora é só descascar e guardar num local fresco e seco.
O meu truque para que não apanhe "bicho" (como se diz por aqui) e que se conserve durante mais tempo, é colocar o feijão seco já descascado dentro de um saco, levar ao congelador uns dias e depois tirar e acondicionar como de costume. Dizem os entendidos que mata o bicho do feijão.
E eu confirmo, acaba-se o feijão esburacado.

As courgetes (abobrinhas) floriram bastante, mas deram pouco até agora. Resolvi insistir e aumentar a rega e deu resultado. A courgete da foto abaixo já está no frigorífico, à espera de uma receita diferente, daqui.  


Aumentei também a rega das melancias e dos melões. Mas se nas melancias se nota a diferença, nos melões nem por isso. Para já só estão a dar folhas e umas florinhas que ainda não deram frutos :(

A salsa agora é que está em força e eu que adoro, agradeço à mãe Natureza :) Confiram aqui os benefícios desta bela erva aromática.

Os coentros já espigaram todos e até já apanhei e guardei a semente, tanto para usar na próxima sementeira, como para usar na cozinha, nalguns pratos com sabores mais asiáticos.

As beterrabas também já estão com um tamanho mais razoável e já usei algumas na sopa. 
Eu gosto de comer sopa todo o ano, não dispenso mesmo no tempo quente. Não troco sopa por salada de alface, pois é uma forma maravilhosa de ingerir os nutrientes necessários a uma vida saudável, de uma vez só. Às vezes até ponho alface na sopa, antes de a passar. Assim como na mesma a alface e os restantes legumes. Fica uma sopa-salada :)
E vocês, preferem sopa ou salada?

Boa quarta-feira!

domingo, 22 de maio de 2016

Viver com Pouco ou Viver com o Essencial?

Há umas semanas atrás, rumámos ao Sul para ir passar o fim de semana a casa de uns amigos. Eles vivem para os lados de Almada, por isso foi uma boa oportunidade para passear, visitar outras paragens e, claro, passar tempo com pessoas amigas, que não vemos muitas vezes.

Entre os passeios e as conversas, fomos partilhando as nossas experiências, falando do dia-a-dia, contrapondo a vida deles, na cidade, e a nossa, no campo. 
Eles foram falando das distâncias que tinham que percorrer todos os dias (casa/trabalho/casa), das pontes, do trânsito, do stress das pessoas, dos horários deles e dos miúdos, da falta de tempo...
Nós fomos falando das caminhadas, da horta, da fotografia, dos nossos passeios pelas serras aqui à volta, dos estrangeiros que se estabelecem por aqui para viverem a reforma com qualidade, de auto-sustentabilidade...
Mas a uma dada altura, um dos nossos amigos citadinos disse uma coisa que me ficou a bater no pensamento durante algum tempo. Enquanto estávamos a falar em como deve ser libertador viver o mais auto-sustentavelmente possível, sem stress, produzir a própria comida, sem trânsito, com tempo para tudo, dormir bem, ele lembrou-se de uma questão, importante para ele, e que fez esfriar o tema da conversa: 
"- Isso é tudo muito lindo, mas uma pessoa habitua-se a um certo estilo de vida e depois não consegue viver com pouco!"

Eu confesso que fiquei um pouco chocada, mas como todas as pessoas têm direito à sua opinião, não alonguei o assunto. A verdade é que depois fiquei a matutar naquilo. Eu não trocava a minha vida pela dele, mesmo que, aparentemente, a vida dele seja melhor. Para mim, lidar com stresses é stressante e eu não quero isso. Prefiro ter menos coisas, mas ter tempo para me dedicar às coisas que gosto (como o estar aqui a contar esta história no blogue). Prefiro não ter um carro topo de gama, mas não precisar de passar uma hora no trânsito (para cada lado). Prefiro viver num local onde os ordenados são naturalmente mais baixos, mas poder ter tempo e energia para cultivar a minha horta e assim ter a certeza daquilo que como.
Se há coisas negativas na minha vida? Sim, há. Mas haveria muitas mais, se vivesse uma vida como a deles.

Mas há uma questão importante em relação a tudo isto: o que é realmente o "viver com pouco"?
Como já disse anteriormente, um dos meus sonhos de vida é ser o mais auto-sustentável possível. Ter horta, galinheiro, reutilizar coisas, aproveitar ao máximo o ciclo de vida útil das coisas, reduzir consumos, ir à lenha, fazer pão, construir e produzir coisas com as minhas mãos, e quem sabe até fazer a minha própria cerveja? 
E isso não é "viver com pouco". É viver com fartura! Fartura de saúde, fartura de sabor, fartura de tempo, fartura de diversão e fartura de não-stress. E ainda se poupa dinheiro.

(Um dos passeios desse fim de semana - Cabo Espichel)
Logicamente nem todas as pessoas são talhadas para a vida de campo e nem têm que o ser. O meu sonho é meu e entendo que nem toda a gente esteja para aí virada. Porque, apesar de ser uma vida mais equilibrada e saudável, é necessário algum trabalho e nem todos o conseguem, ou querem.

O que eu penso é que há por aí muita confusão nas cabeças das pessoas. Será talvez só uma questão de semântica, mas a diferença é grande. Porque aquilo de que estávamos a falar na altura, não era de experiências de vida de pessoas que "vivem com pouco". Eram experiências de vida de pessoas que vivem com o Essencial. Que é bastante diferente. 

Quando uma pessoa descobre o que é verdadeiramente importante na sua vida e se despoja do que é acessório, liberta-se de uma forma que não é possível através de outros meios. E torna-se numa pessoa mais feliz. O Minimalismo, por exemplo, é uma forma de libertação. Destralha-se, livramo-nos do que está a mais e fica-se com o Essencial. O Armário-Cápsula é outro exemplo de libertação do desnecessário, focando-nos apenas no Essencial. O Síndrome do Pensamento Acelerado acontece quando nos deixamos de focar no Essencial e ficamos enrolados em milhares de pensamentos desnecessários. Poderia dar muitos mais exemplos, mas acho que já perceberam a ideia.

A verdade é que nos andamos a enganar, ou a ser enganados, com esta história que temos que ter muito para sermos felizes. E isso é uma mentira. Nós, para sermos felizes, temos é que ter o necessário, o Essencial. O que nos vale ter dinheiro para ter dois ou três tablets, se não temos tempo para estar com a nossa família e com os amigos? O que nos vale cem sapatos, se não nos sentimos bem com o nosso trabalho? O que vale trabalhar mais para ganhar mais, se depois vamos gastar esse "mais" em ATL's, pois ficamos sem tempo (e alguns, sem vontade) de estar com os filhos?

Todos nós, a uma certa altura da vida, deveríamos fazer uma análise interna. Olhar bem para dentro de nós e ver o que é realmente importante, essencial para nós. Se isso acontecesse, viveríamos todos num Mundo melhor.

Conseguem viver com o Essencial, ou ainda precisam de muito para serem verdadeiramente felizes?

Boa semana!

sexta-feira, 8 de abril de 2016

A Erva de São Roberto

Hoje, num passeio matinal com a minha mãe, por um caminho que eu já não percorria há anos e rodeadas de várias ervas e flores silvestres, tive uma lição gratuita de "Ervanária". 

Eu já falei anteriormente (aqui), onde é que vou buscar muitos dos meus conhecimentos da Natureza, das práticas de sustentabilidade natural, agricultura biológica e tratamentos naturais. Para além da informação espalhada pela Internet, dos livros sobre plantas e tratamentos naturais, da herança dos meus avós, aprendo ainda muito com a minha mãe. É que ela, lá no "computador" dela, tem imensa informação sobre ervas, plantas, usos antigos e aplicações medicinais.
E hoje, relaxando naquele ambiente calmo, ela começou a debitar informação e mais informação sobre todas as ervas silvestres que encontrámos. 

Erva de São Roberto, já com os seus "bicos de cegonha" desenvolvidos
No meio dessas ervas, estava a Erva de São Roberto.

Conheço esta erva desde sempre, o seu cheiro lembra-me a infância, pois traz-me felizes recordações das brincadeiras nos quintais e dos passeios que dava com o meu avô materno. Ainda hoje quando a cheirei, senti um aconchego no coração, daqueles de felicidade pura. Até parece impossível, não é? Não é que o aroma em si seja muito agradável, é mais uma questão de memória sensorial.

Também conhecida como Erva Roberta, Bico de Grou ou Fura Sacos, é bastante vulgar por aqui. Utilizam-se todas as partes aéreas da planta (folhas e flores), seja em infusões, decocções ou cataplasmas. A Erva de São Roberto possui propriedades adstringentes, antidiarreicas, hemostáticas, vulnerárias,anti-sépticas e tónicas. 

Ramo de Folhas de Erva de São Roberto (mão da mãe)
É usada vulgarmente no tratamento de diarreias ligeiras não infecciosas (em infusão), no tratamento de estomatites, amigdalites inflamatórias e inflamações da boca e gengivas (em gargarejos), no tratamento das hemorragias nasais (por irrigação nasal) e para lavar pequenas feridas da pele, ferimentos e arranhões (líquido obtido por decocção concentrada). 

Podem-se também fazer cataplasmas das folhas frescas pisadas e colocar directamente sobre ferimentos superficiais, o que dá muito jeito se se andar no campo, se se fizer um arranhão e não se tiver um estojo de primeiros socorros à mão. 

E a partir de hoje, graças às dicas da minha mãe, nunca mais irei confundir a Erva de São Roberto com a Fumária (que é outra erva silvestre medicinal).
Informação teórica
Nada como uma "saída de campo", para ver na prática como são as plantas que conheço dos livros e da Internet.

Bom fim de semana!

domingo, 28 de fevereiro de 2016

A Horta de Fevereiro (2016)

Mudámos oficialmente de horta, ou melhor, a localização da mesma. Depois de lutar com terreno argiloso e pobre (e com muitos "conselheiros" metediços) durante uns 3 anos, desistimos e fomos cavar, sachar, semear e plantar para outro lado. 

(o início - primeiro talhão de terra a ser trabalhado)
Esta nova horta situa-se num terreno dos meus pais, que estava sem uso, aproximadamente a 2 quilómetros da horta do quintal, que era onde cultivávamos antes. Este é o terreno onde se encontram as oliveiras que vão dando as azeitonas que curtimos. Não é muito longe e tem bastantes vantagens em relação à antiga: o terreno é maior, a terra é menos argilosa, mais escura e fértil (esteve em pousio entre 20/25 anos) e podemos fazer verdadeiramente o tipo de cultivo que queremos, sem ninguém a meter o nariz.

Apesar de termos já tido bastante trabalho físico, pois não temos tractor nem moto-enxada, e ainda irmos ter que dar mais "ao cabedal", não se compara a forma como já estamos a fazer a horta. 
 
(ervilhas de quebrar, salsa, coentros, alfaces, beterrabas, couves roxas...)
Decidimos ir fazendo vários talhões de terra, mais elevados, onde conseguimos mais eficazmente plantar, semear e regar as culturas. 
 
(a primeira plantação do novo terreno - cebolo)
Não fazemos regos, pois chegámos à conclusão que isso, para além de ser mais desgastante fisicamente, não acrescentava valor nenhum à cultura em si. Vamos preparando a terra previamente, para depois podermos espetar o que queremos, como por exemplo, o cebolo, o alho francês, as couves, as beterrabas...

(a maioria das couves)
Não se utilizou adubo nenhum, apenas o resultado da compostagem (que já estava como terra). Tivemos o trabalho de transportar esse composto natural do quintal para a nova horta, mas já começámos a acumular erva, que daqui a uns meses já estará pronta como composto para usar nas culturas de Outono.

(alho francês)
Semeámos também várias aromáticas, tais como salsa, hortelã-pimenta e coentros, pois agem como insecticidas naturais e afastam os vários "bichinhos" nefastos. Ainda para actuar como insecticidas naturais e como coadjuvantes de culturas, plantámos várias estacas de alecrim e semeámos cravos túnicos. Ao que parece, a "bichesa" que ataca as couves e outras culturas (tais como a lagarta das couves e o piolho) não gosta destes cheiros e afasta-se.
 
(uma fileira de estacas de alecrim)
Fazendo o resumo do que foi plantado e semeado até agora:
- Cebolo (262 pés);
- Alho Francês (37 pés) ;
- Vários tipos de Couves, incluindo Galega, Repolho, Portuguesa, Branca da Holanda, Coração, Flor, Bróculos, Roxa... (130 pés);
- Beterrabas (10 pés);
- Ervilhas de Quebrar;
- Salsa, Hortelã-Pimenta e Coentros;
- Alface Frisada (5 pés);
- Alface de alfobre, oferecida por um vizinho simpático (aprox. 30 pés);
- Alecrim e Cravos Túnicos.

(vista geral da horta, até à data)
Já está um belo pedaço de terreno tratado, mas ainda temos muito que fazer. Apesar das dores de costas e braços, o orgulho de se olhar para aquela terra e ver o resultado do nosso trabalho, a quatro mãos, sem ajuda de maquinaria pesada, é impagável. 

As próximas plantações e sementeiras vão incluir, entre outros, pimentos, tomates e manjericão,  courgetes, pepinos, feijão, grão, abóbora, melões e melancias, rúcula e mais flores. E para a semana, se o tempo o permitir, voltamos lá, para começar a preparar a terra para isto tudo!

Boa semana!

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Que fazer com tanto feijão verde?

Os feijoeiros da nossa horta só agora é que estão a começar a dar algumas vagens. Apesar de estarem carregados de flor, como semeámos o feijão mais tarde, ainda vamos ter que esperar alguns dias para o provar.
Mas isso não significa que aqui por casa haja falta de feijão verde, pois já cá vieram parar vários quilos do dito (sem exagero)! Esta é uma das vantagens de viver no campo :)

Então, que fazer com tanto feijão verde? 

Entre sopa de feijão verde, salada fria e cozido, quase todos os dias o temos comido. Quando quero variar, faço esparregado de feijão verde. Peixinhos da horta confesso que nunca fiz, talvez por ser frito e eu evitar comer fritos.

Mas com tanto que temos, tem que se preparar algum para guardar e congelar. Tem sido o meu "hobby" destes dias. Cortar as pontinhas, tirar os fios (dos que tiverem) e cortar dos vários feitios para as diferentes receitas: sopa, salada fria ou cozido. Separar em sacos e congelar. 
Pode dar mais trabalho agora, mas depois pouparei tempo, na altura de o cozinhar.


As pontinhas e os fios do feijão verde, em vez de irem para o lixo, irão ser aproveitadas de várias maneiras. Normalmente, ou vão para as galinhas, ou para o caixote da compostagem. Estas foram para dentro de uma panela com água e sal, juntamente com as cascas de cenouras e de batata (bem lavadas) e uma cebola inteira. Depois de tudo cozido e coado o líquido, fiquei com um caldo de legumes, que fui usando nos cozinhados dos dias seguintes. 

E vocês, o que fazem com o feijão verde? Aceito sugestões de receitas diferentes :)

Boa quinta-feira!

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Pôr do Sol Invernal


Desde o início do ano, que a Mãe Natureza nos tem brindado com Pores-do-Sol maravilhosos. E eu tenho tido a sorte de testemunhar alguns :) Nesta foto, consegue-se ver uma pequena parte da maravilha que é o Rio Dão, neste Pôr-do-sol fantástico (olha eu, na pontinha da margem...).

Não foi há muito tempo que comecei a descobrir as margens do Rio Dão. Nem sempre é fácil encontrar um acesso para as margens, mas vale o esforço - a beleza das margens rochosas é grande, complementada com as folhagens das árvores (ainda) autóctones: carvalhos, sobreiros, medronheiros... Ouvem-se passarinhos, o correr das águas e ainda ontem vi um esquilo!!! É verdadeiramente relaxante...

(Vejam aqui, aqui e aqui mais exemplos da beleza deste Rio)

Para apreciar esta beleza natural mais facilmente, é só percorrer a Ecopista do Dão, de Tondela a Santa Comba Dão, a caminhar, correr ou de bicicleta.

Boa quinta-feira!!!

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Celidónia ou "betadine dos pobres"


Na continuação deste post, venho hoje partilhar com vocês mais uma das informações interessantíssimas que adquiri naquela caminhada pela  Serra da Lousã.

A provar que existe uma verdadeira "farmácia" na Natureza, apresento-vos a Celidónia (Chelidonium da família Papaveraceae), também chamada de "betadine dos pobres", nome adquirido pelas suas propriedades cicatrizantes e seiva amarela.

(cliquem na foto para aumentar)

A sua seiva amarelada era usada na cicatrização de feridas e no tratamento de verrugas, por isso também é conhecida como erva-das-verrugas e erva-das-cortadelas. 

Outros nomes pelos quais a Celidónia é conhecida: cedronha, ceredonha, ceruda, cerúdia, erva-andorinha, erva-leiteira, grande-queidónia, leitaria, quelidónia e quelidónia-maior.

Para mais informações acerca desta plantinha medicinal, cliquem aqui (a informação está bem explícita e ordenada).

Boa semana!

Continuo com o tempo "curto" para passar aqui e nos vossos blogues, mas agradeço as vossas mensagens de apoio e farei por continuar a visitar-vos :)

segunda-feira, 10 de março de 2014

Umbigo de Vénus


Há algumas semanas atrás, fui fazer uma caminhada com guia (que vos contarei mais tarde) por entre as encostas da Serra da Lousã. Apesar de eu ser uma rapariga da Natureza e de fazer regularmente caminhadas, nunca tinha participado numa caminhada com guia. Foi super-interessante e só posso dizer que adorei. Para além do local ser muito bonito, aprendi muito e irei partilhar com vocês algumas das coisas que aprendi.

Já sabia que haviam algumas espécies de plantas silvestres que crescem por aí, nos caminhos e/ou nos muros, que se podiam comer, principalmente em saladas. O dente de leão é talvez o mais conhecido e o mais utilizado.

Mais existem umas quantas outras espécies, que são igualmente boas para utilizar. A espécie que vos trago hoje - Umbilicus rupestris de seu nome latino - é uma planta comestível, que cresce vulgarmente pelo nosso país.

(clique na foto para aumentar)

Utilizam-se as folhas, em saladas cruas e, diz quem sabe, que ficam deliciosas temperadas com azeite e vinagre. Eu, claro, provei as folhas - têm um sabor muito fresco, como alface, com um levíssimo travo amargo, que lhe dá personalidade. É fácil imaginá-las temperadas com vinagreta de mostarda.

E pensar que já olhei tantas vezes para estas plantinhas, sem saber que as podia usar nas saladas. Nesta zona são mais conhecidas como Umbigo de Vénus (adorei o nome :) ), mas também são chamadas de Bacelos, Bifes, Cachilro, Chapéus-de-parede, Cauxilhos, Chapéu-dos-telhados, Cochilros, Conchelos, Copilas, Couxilgos, Orelha-de-monge e Sombreirinho-dos-telhados - info daqui.

E vocês, conheciam esta plantinha como sendo comestível?

Boa semana!
Família:
Ordem:
Sub-classe:
Hamamelididae
Classe:
Magnoliopsida
Sub-divisão:
Magnoliophytina (Angiospermae)
Divisão:
Spermatophyta
Tipo Fisionómico:
Hemicriptófito
Distribuição Geral:
S e W Europa e Região Mediterrânica
Dist. em Portugal:
Nome Comum:
Bacelos
Bifes
Cachilro
Chapéus-de-parede
Cauxilhos
Chapéu-dos-telhados
Cochilros
Conchelos
Copilas
Couxilgos
Orelha-de-monge
Sombreirinho-dos-telhados
Umbigo-de-vénus
- See more at: http://jb.utad.pt/especie/umbilicus_rupestris#sthash.TMM3eXNT.dpuf
Família:
Ordem:
Sub-classe:
Hamamelididae
Classe:
Magnoliopsida
Sub-divisão:
Magnoliophytina (Angiospermae)
Divisão:
Spermatophyta
Tipo Fisionómico:
Hemicriptófito
Distribuição Geral:
S e W Europa e Região Mediterrânica
Dist. em Portugal:
Nome Comum:
Bacelos
Bifes
Cachilro
Chapéus-de-parede
Cauxilhos
Chapéu-dos-telhados
Cochilros
Conchelos
Copilas
Couxilgos
Orelha-de-monge
Sombreirinho-dos-telhados
Umbigo-de-vénus
- See more at: http://jb.utad.pt/especie/umbilicus_rupestris#sthash.TMM3eXNT.dpuf

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

A Vantagem de Viver no Campo - VII



Depois de estar (novamente) a Viver no Campo, já vai para ano e meio, começa a haver uma certa saturação, não do campo em si e das suas vantagens (que são muitas...), mas das pessoas e suas peculiariedades. (desculpem o pequeno desabafo...)

(imagem daqui)
Já sei que há crise, mas por vezes acho que abusam dos desejos das pessoas. Doi-me o coração (e a carteira...) quando vejo castanhas no supermercado a 5,99€ o quilo!!! Ainda mais numa zona onde existem castanheiros por todo o lado.

Ainda há 2 semanas, num passeio domingueiro ali para a Serra do Caramulo, apanhei um quilo de castanhas (mais castanha, menos castanha...), que estavam no chão, mesmo no meio do caminho. E sairam bem boas, só 2 ou 3 eram bichadas.

É uma das vantagens de viver no campo, é poder ter castanhas de qualidade, totalmente grátis:)

http://www.flickr.com/photos/hugojpferreira/

***

(E já agora, se não conhecem a Serra do Caramulo, vão visitá-la. É uma maravilha!)

sábado, 2 de março de 2013

Catarina, que andas a fazer?

Já não posto nada há algum tempo, mas não tenho estado parada...

Ultimamente ando mais por aqui:


 E por aqui:

Deixei a teoria de lado e passei à prática.

Nesta bela horta (modéstia à parte...) já estão alfaces, repolhos, brócolos, couves galegas, cebolo, alhos, alhos franceses, beterrabas, nabiças, coentros e salsa.

Tudo o mais biológico possível: estrume de galinhas e composto vegetal caseiro (finalmente já tenho uma caixa de compostagem!!! feita com restos de madeira - num post futuro eu conto tudo...).

Como podem ver, andam muitas novidades por estas bandas... umas boas, outras nem por isso (embora essas não interessem para aqui...).

Voltarei brevemente com mais actualizações da minha nova vida no campo e fotos dos resultados:)

Bom fim de semana!

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A Vantagem de Viver no Campo - VI


(imagem daqui)
Depois das "overdoses" de fruta do Verão, vêm os doces, as compotas, a marmelada e a geleia. Desde que voltei ao Campo, já tive direito a doce de cereja, de tomate, de amoras silvestres (que me deram muito trabalho a apanhar e uns quantos arranhões...), de melancia (!!!), de maçã com limão (maravilha!), marmelada normal e de açúcar amarelo (mais escura) e respectiva geleia. Tudo para comer com moderação, claro! Todos os doces feitos com fruta biológica e nenhum feito por mim :) Tudo obra da minha mãe e de outros familiares simpáticos e com jeito para estas coisas.

(A "overdose" de fruta continua, agora com uvas de todos os tipos, dióspiros e maçãs bravo-esmolfe (que simplesmente adoro).)

E vocês, o que vos adoça a boca neste Outono?


sexta-feira, 17 de agosto de 2012

A Vantagem de Viver no Campo - V



(imagem retirada daqui)
Uma das vantagens de se viver no campo, e que tenho experimentado muito ultimamente:p, é poder apanhar "overdoses" de fruta! De fruta verdadeira, com sabor a sério (não aquelas porcarias que se compram nos super e hipermercados com sabor a.......................nada). É só ir à árvore e...... barrigada de vitaminas!

Já "apanhei" overdoses de damascos, ameixas amarelas, ameixas vermelhas, diversos tipos de pêssegos e estou a preparar-me para uma grande de pêras:)))

E vocês, que sobredosagem de fruta deliciosa é que gostariam de "apanhar"?

terça-feira, 24 de julho de 2012

A Vantagem de Viver no Campo - IV

A Vantagem de Viver no Campo IV veio directamente da Horticasa e teve direito a fotografia "acompanhada" pelos cheiros do campo:

(foto enviada por email by horticasa)
"A vantagem de viver no campo, são os cheiros a:
O cheiro do pão acabado de cozer
O cheiro das flores
O cheiro das couves a cozer
O cheiro da compostagem
O cheiro da erva acabada de cortar
O cheiro da terra molhada

Os cheiros são para mim o melhor...."

Concordo plenamente! Como é bom sentir os cheiros do campo, das flores, da chuva (se estivermos num sítio sem poluição, consegue-se sentir um cheiro diferente no ar mesmo antes de começar a chover...), da erva cortada, da terra molhada, da terra acabada de lavrar... E o cheiro do pão acabado de cozer e das couves (repolho, bróculos, portuguesa,...) do quintal, a cozinhar.

Agradeço à Eugénia pela participação e vão lá visitar a horta dela, que se aprende muita coisa:)))



segunda-feira, 23 de julho de 2012

A Vantagem de Viver no Campo - III


Desta vez a Vantagem de Viver no Campo não é minha (embora a tenha adoptado;)), mas de um Farol e suas Plantas:

"A vantagem de viver no campo é
CRESCER COM A NATUREZA
!"

Todos concordamos, não é verdade?

Visitem as Plantas do Farol e vejam como também podem fazer o vosso conhecimento da Natureza crescer:))
Boa semana!

sábado, 16 de junho de 2012

A vantagem de viver no campo - II


(imagem daqui)

É dar os bons dias à vizinha e ela responder, oferecendo duas couves roxas do quintal:)  


Bom fim de semana!



domingo, 10 de junho de 2012

A vantagem de viver no campo - I

 
(imagem retirada daqui)
 
A vantagem de viver no campo é adormecer com os grilos a cantar e acordar com os passarinhos a chilrear:)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

A vantagem de viver no campo - Prólogo

"A vantagem de viver no campo" é uma nova rubrica (a primeira:))) aqui no blog, que vou inaugurar hoje.

(imagem retirada daqui)

Desde que deixei de viver na cidade e voltei à terrinha que me viu nascer e crescer, que me vi envolvida nas pequenas vantagens da vida no campo. Às vezes, coisas aparentemente mínimas, transformam-se em tesouros que fazem a vida no campo uma delícia! Não podia deixar de partilhar e conto em fazer a rubrica semanalmente, ao fim de semana.

Esta rubrica está aberta a todos que queiram participar. É só preciso enviar a sua frase ou pequena história que justifiquem as vantagens de viver no campo, para o email: ecologica.quem.eu@gmail.com. 
Se for acompanhado de uma foto será ainda melhor. Serão publicadas todas as verdadeiras vantagens da vida do campo.

E declaro inaugurada a nova rubrica!

Bom fim de semana!