terça-feira, 21 de agosto de 2012

De Cavalo Para Burro (???)

Ou porque é que nem sempre os radicalismos têm os resultados esperados.

(foto daqui)
Após o acidente na central nuclear de Fukushima a Alemanha declarava-se como "a primeira grande nação industrializada a ter um plano de abolir energia nuclear do seu território."
Segundo este mesmo artigo, publicado no site da Greenpeace Brasil, em Maio de 2011, a chanceler alemã Merkel afirmou que “Queremos que o futuro da nossa energia seja seguro e economicamente viável”.

Precipitadamente, a Greenpeace internacional, na voz do coordenador da Campanha Internacional de Nuclear, aplaudiu este passo da Merkel, como se tratasse de uma decisão baseada em questões ambientais.
Que logicamente, não era...
Esta decisão partiu da pressão feita pelo eleitorado alemão (que é verdadeiramente o factor importante) que manifestou expressivamente a sua vontade de largar o nuclear: primeiro com manifestações, e como isso não resultou, com os votos (ou falta deles;)).

Mas.... e largar a energia nuclear não é bom?
Não é uma energia perigosa de se produzir, cara e suja, com resíduos perigosos?

-SIM e SIM.

Mas e quando se larga uma energia má e se muda para outra também má?
Confusos?
Pois... também fiquei, quando li que a Alemanha vai substituir o nuclear pelo carvão.

E quais as razões para esta escolha? Os custos, como devemos calcular...
Segundo o Público: "No início do ano passado, a Alemanha decidiu encerrar, até 2022, os seus 17 reactores nucleares, responsáveis por 23% da produção de electricidade. Para compensar, o país está a apoiar-se mais no carvão – com custos mais baixos – do que no gás natural, importado da Rússia."


Enquanto as renováveis andam a passo de caracol...

1 comentário:

Marina disse...

Redescobri o seu blog e estou lendo tudo que você punlicou nos últimos tempos. É verdade que no Japão estão voltando com as usinas nucleares que estavam fechadas? Bjo!