sexta-feira, 3 de julho de 2015

"Dormir nú é ecológico" e como nasceu este meu blog

(Imagem da Internet)
 Não sei se já terei partilhado isto com vocês, mas foi após ter folheado este livro ("Dormir nú é ecológico" de Vanessa Farquharson) numa livraria, que me decidi realmente a criar o meu próprio blog. 

Na altura achei tão interessante que alguém se desse ao trabalho de escrever um livro sobre ecologia (tema que ainda hoje não é assim tão popular...), que acabou por me inspirar para eu começar o "Ecológica, quem? Eu?"

Acabei por não comprar o livro, mas a inspiração ficou.


A minha veia ecológica já nasceu comigo. Foi muito influenciada também pela minha infância e pelas férias passadas nas aldeias dos meus avós. Eles viveram numa época em que tudo se aproveitava, não havia lugar para o desperdício e como o médico estava longe, as ervas medicinais assumiam uma grande importância. Por isso, muito do meu (pequeno) conhecimento vem daí, das práticas tradicionais do "antigamente". De quando era praticada a agricultura de subsistência, por quase toda a gente por estes lados e que tinha que haver uma solução barata e acessível para tudo.

Nesses tempos, os legumes vinham da horta e os ovos das galinhas :) As distâncias eram percorridas a pé ou de bicicleta, quem a tinha. A roupa de cama e toalhas eram branqueadas nas "barrelas" de cinzas e as nódoas eram tiradas corando a roupa ao sol. Os objectos eram feitos para durar uma vida e não uma estação do ano. As meias eram remendadas e a roupa de criança passava por todos os irmãos e primos, até romper. 
A vida era difícil, mas e agora, também não é?

Dou por mim com nostalgia desses tempos, mesmo não os tendo verdadeiramente vivido.

E por isto tudo, mais o respeito pela Natureza, nossa casa e mãe, é que este meu espaço nasceu.

Bom fim de semana!

24 comentários:

Andreia Morais disse...

Gostei muito de ficar a saber como nasceu este cantinho. Ainda bem que pegaste nessa paixão e decidiste avançar :)

Olinda Melo disse...


Bons velhos tempos!
Infelizmente o progresso nem sempre respeita a harmonia da mãe-natureza.
Excelente texto.
Bj
Olinda

Paula Santos disse...

Também admiro muito esses tempos. Sei que algumas coisas mudaram e ainda bem por isso, mas outras perderam-se e é pena.
Tenho 37 anos e noto tanta diferença entre o meu tempo de criança e jovem e as crianças/jovens de hoje, nem sempre pela positiva.
Bom fim-de-semana!
:)

Teresa disse...

Tenho o livro. adorei. Se bem que já fazia a minha parte sobre a minha pegada ecológica... mas há tanto ainda para mudar.
Beijinho Catarina

✿ chica disse...

Legal saber do nascimento do teu blog e eram outros os tempos que vivemos.Tudo era diferente mesmo! Hoje come-se tantas porcarias embutidas no que nos é apresentado... beijos, lindo fds! chica

Daiane Aline disse...

Que legal a história do blog e seus relatos.
quero um dia viver assim, comer o que plantar e fazer tudo mais oque a natureza permitir
Bjuss!

Isa Mirtilo disse...

O contacto com a natureza é essencial. Acredito que as pessoas estejam inclinadas a retroceder um pouco nesse sentido. :)

Isa,
http://isamirtilo.blogspot.pt/

Andreia Morais disse...

r: Oh, a sério? É muito bom ler isso! Fico contente por ter conseguido ajudar, ainda que indiretamente.
Há dias horríveis, onde é difícil conseguirmos encontrar felicidade, mas se estivermos atentos há sempre um detalhe, por mais pequeno que seja, que nos faz sorrir ou sentir melhores.
Sim, é verdade, isso também se treina.
Muito obrigada :) um grande beijinho*

Horticasa hoticasa disse...

Pois eu vivi nesse tempo, já sou antiga, éhéhéh...
É verdade tudo o que disse, a água ia-se buscar ao poço, o frigorífico era atrás da porta da adega o sítio mais frio e com correntes de ar, o banho era com um balde de chuveiro e água aquecida no lume, não havia fogão a gaz, a comida era feita na fogueira, a roupa era lavada no tanque... etc. não havia tanto conforto é certo mas ninguém morria de fome e vivia-se muito bem.
Eu já queria era começar a viver mais ou menos assim, com menos dinheiro e coisas mais naturais e uma vida mais calma...
Se calhar estou a exagerar, já nunca mais vai ser assim, beijinho

CÉU disse...

Olá, Catarina!

Estás bem? Por aqui, tudo na média.
Minha querida, obrigada pela tua visita e comentário tão bem feito. Interpretaste mto bem o meu poema. Eras boa aluna a Português está visto.
Qto à tua questão, e a respeito do vídeo, respondo-te que nem gosto mto da música, nem da forma como é executada, mas o objetivo foi o k tu disseste, esse mesmo, sem tirar nem pôr. Vamos ver o k vai suceder.
Já li o teu texto, k hoje não irei comentar. Voltarei, depois.

Uma boa semana.
Beijos.

Ex Não Vaidosa disse...

Saudações Catarina! Olhe, eu concordo com vc, ser ecologista esta em minha essencia, uma porque disperdicio é algo que meu povo nao tolera, rsrsrs, porém a minha consciencia ecologico surgiu quando fui passar uns dias na escola das dunas em natal. É muito bom tem esse pensamento fora do capitalismo consumista e materialista... inclusive, se eu tiver filhos, farei tudo conforme os costumes de antigamente! Vejo minha irma com meu sobrinho, coom aquelas fraldas descartaveis... além de nojento, para mim é como coco de cachorro em calçada, uma pessoa que larga a fralda com coco num lixo comum. Enfim.... continue assim... e uma dica, não leia o livro hahahahhahaa, adoro seu estilo de blogar!!!!BEIJOS E ABRAÇOS!

Mimirabolante disse...

Uma ideia genial.
Assim como vc,tenho a minha infância as melhores recordações ecológicas.
Mamãe fazia compostagem ao modo dela, economiza luz,água e sempre criava novos pratos com as sobras das refeiçoes !!!
Obrigada querida por sempre encontrar um tempo e ir me visitar!!!
Mil beijocas bem Mimirabolantes para vc !!!

A Casa Madeira disse...

Por esses arredores ainda vive-se assim; as pessoas plantam
da maneira mais natural possível; dá pra sentir o cheiro do café e bolo
que vem das casas; fogão a lenha e ainda tem muita gente que nem máquina de lavar tem; e vivem muito bem felizes... dormindo cedo e fofocando sobre a natureza no pé de conversa de cerca. Vivo entre o campo e a cidade mas prefiro
o campo; com certeza kkk.

Simone Felic disse...

Tudo que você falou eu vivi, e digo que tenho saudade,
fico triste ver como as coisas não duram e até para ir a panificadora que é na esquina de casa tem que ir de carro, adoro andar...
beijinhos

http://eueminhasplantinhas.blogspot.com.br/

CÉU disse...

Olá, Catarina!

Ecológica ou mais k ecológica? estou a brincar com o teu espírito ecológico, só isso.
Não conheço o livro, nem a autora, mas se ele foi o click k fez nascer o teu blogue, então, parabéns!

Sempre foste mto ligada à natureza, pelo que escreves neste post, mas tu és do tempo das barrelas e das meias remendadas? Eu sou mais velha k tu, e lembro-me da minha mãe falar de barrelas, mas só me lembra de ver roupa na máquina de lavar.
Nasci numa grande aldeia do Alentejo e vim para Lisboa com dois anos. Pois, talvez, seja essa a resposta.

Bom domingo e excelente semana!

Beijos.

Poções de Arte disse...

Que legal, nascer de uma inspiração assim...
Nesse final de semana, pensava algo sobre isso - acho que levamos conosco algo que já vem do ventre: eu sou ecológica desde criança e o amor por animais vem da mesma época. Também passei pela fase que descreveu: roupas passando de irmãos pra irmãos e o cuidado para que as coisas durasse, afinal era muito difícil comprá-las. Hoje em dia tudo é "descartável" e a qualidade não é a mesma.
Minha avó sempre tinha plantas, verduras e criações no quintal. Quando tínhamos algum problema, era tratado na base da erva, sempre que possível e assim ficamos até hoje - são raízes.
Adorei saber, boa postagem!
Abração e ótima semana.

Joao Antonio Ventura disse...

Bom dia, Catarina. Você fala de coisas que estão nos escaninhos da minha memória, e ao contrário de você, eu as vivi plenamente numa aldeia portuguesa. Tenho nostalgias desse tempo, sim. Creio que a vida hoje é mais fácil (confortável) mas pagamos um preço alto por isso: praticamente somos escravos deste modo de vida, e querendo ser escravos - o que faz perfeita a escravidão. Quanto a dormir nu, aqui no Brasil é quase uma necessidade. Abraços.

PINTA ROXA disse...

Tudo isto de descreves eu vivi. O ovo de madeira para cozer as meias, a camisola do primo que vinha depois para mim, os lençois velhos que eram agora panos de limpar pó...
Muitas dessas coisas aprendi, vivi, e ainda fazem parte do meu dia a dia.
Não sei se vivemos hoje melhor qu que quando eu era miuda, mas vivemos com tudo mais simplificado, isso sim.
Ahh e eu gosto de dormir nua.
Boa semana

Mimirabolante disse...

Oi querida parceira...
Bom dia !
Vi seu novo coment.
Sinta-se convidada !!!
Aproveita e veja a postagem de hoje, que com certeza você vai gostar.
Beijocas bem Mimirabolantes para vc e seus leitores !!!!

Cristina Oliveira disse...

Tão bom saber como começa um blogue!
Também tenho saudades desses tempos de infância em natureza, em que colhia fruta das árvores, andava nas vindimas todas da terra, ajudava a minha mãe a plantar e cuidar da horta e apanhava flores nos campos!!

As Mulheres 4estacoes disse...

A modernidade nos traz mais conforto e facilidades, mas jamais deveríamos perder o respeito e contato com a natureza.

disse...

Identifico-me com o que dizes. Mas infelizmente, hoje em dia para muitos tentar ter esse estilo de vida é um luxo. E não é só por faltar «dinheiro» e uma casa com quintal. Mas pelo estilo de vida, que é tão mais intenso. O tempo parece mais curto, e as distâncias mais longas, ainda que as façamos de automóvel. O stress é uma constante. E a vida está muito tecnológica.

Gostava de ter um centro de compostagem faz séculos. Mas vivo num apartamento. Não dá.

Carmem Grinheiro disse...

Uma nostalgia natural pelo que gostaríamos de ter vivido, sem dúvida. Concordo que a "veia ecológica" nasça connosco, sem trato nem treino e vai-se lapidando ;)
Bonita origem a do seu blog.
bj amg

Isilda disse...

E que motivos tão nobres para se começar um blogue!
Beijinho